quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Não se explica, só se sente.


...E é bem isso mesmo. Certas coisas não são possíveis de explicar, só de sentir mesmo. Como por exemplo o vazio que sinto agora; a sensação de impotência; de ser pequeno e perdido; de estar cercado de pessoas que amo e que sei que o amor é recíproco, mas me sentir só. Fotos, frases, cheiros, lugares, palavras, músicas, bilhetinhos há tempos guardados e que parecem ter sido escritos hoje, me fazem acordar e perceber que lá se foi mais uma etapa da minha vida que deixei INCOMPLETA, que simplismente abandonei, deixei de gostar e não fui até o fim e nem me importei com o esforço de outras pessoas que direta ou indiretamente foram responsáveis de eu ter chegado onde cheguei; que tentaram me animar quando eu pensei em desistir, mas que mesmo não concordando com a minha decisão (magoadas ou não) tornaram a me extender a mão e me ajudar a começar de novo.
COMEÇAR DE NOVO...
E o que eu sinto agora? Posso mais uma vez não conseguir explicar, mas o que sei é que NUNCA MAIS quero sentir vontade de desistir, de abandonar sonhos, de ficar pelo meio do caminho, de magoar pessoas que amo, de me sentir pequeno, vazio , impotente...

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Como tudo começou...


Na manhã do dia 16 de janeiro de 1983 a pessoa que vos fala veio ao mundo. Segundo o que conta os meus pais a minha chegada era esperada por toda família, afinal de contas, seria eu o primeiro filho homem (total de 3 irmãs. duas mais velhas e uma mais nova). O Diêgo já veio ao mundo sorrindo, um pouco abaixo do peso, um pouco pequeno demais pra um recém nascido de uma gestação normal, mas cheio de saúde. Agora mesmo uma "porrada" de cenas, momentos da minha vida bombardeiam minha mente e um mixto de sentimentos se passa por aqui. Saudade...muita saudade da velha infância, dos tempos de inocência, de correr descalço na rua, tomar banho de chuva, brincar de bolinha de gude, tocar a campanhia do visinho e sair correndo, quebrar os perfumes da minha tia, cobrar entrada dos meus amigos que iam assistir "Cavaleiros do Zodiaco" em minha casa, soltar bombas, empinar pipa, colecionar figurinhas, saudade até dos tropeções e quedas que tomava por ser inquieto demais (na verdade ainda sou). O tempo passa e a gente vai criando noção de mundo, vai sentindo vontade de virar "gente grande", se tornar independente, completar 18 anos...rsrsrsrsr. Hoje aos 24 anos, cheio de sonhos; anseios; mudanças; muitos erros , muitos acertos também; amigos; amores; percebo que "vida de gente grande não é fácil" e uma vontade imensa de voltar a ser criança invade esse coração aqui.